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Opiniões sobre o Death Magnetic

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Este Fórum está bloqueado. Você não pode enviar, responder ou editar mensagens Este Tópico está bloqueado. Você não pode editar mensagens ou responder Metallica Remains - Índice do Fórum -> Cemitério -> Cemitério Metallica
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Maragato
Master Of Puppets
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MAESTRO

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MensagemEnviada: Wed Sep 03, 2008 11:43 am Assunto: Responder com Citação Adicionar a lista de mensagens a serem citadas Remover da lista de mensagens a serem citadas

Fã fanático é foda. E digo isso de qualquer banda.

Mas eu sou tão fã de Metallica quanto sou de Slayer, e digo que o Christ Illusion não deve nada pro Death Magnetic.

O que torna o Death Magnetic tão foda assim, é o fato de ninguém nunca pensar que eles seriam capazes de fazer um disco assim novamente. Só. O que torna o disco tão foda, são meros 20 anos de espera. Mesmo que a qualidade fosse pior, mas fosse Thrash, a recepção dos fãs ia ser a mesma, ou quase a mesma.

O pessoal tá deixando a imparcialidade de lado totalmente, se deixando levar pelo fanatismo, na minha opinião.

É claro que se trata de um puta CD, mas não é nem de longe alguma coisa, comparado aos 4 primeiros, por exemplo.


http://img189.imageshack.us/img189/8753/6f5.png
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DavidPT
Invisible Kid
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MensagemEnviada: Wed Sep 03, 2008 12:22 pm Assunto: Responder com Citação Adicionar a lista de mensagens a serem citadas Remover da lista de mensagens a serem citadas

medwid escreveu:
Alguém notou tbm alguma semelhança na melodia vocal da Unforgiven 3 com Stone Temple Pilots??? Shocked Smile


Lol, eu disse logo isso a um amigo meu. Smile

O álbum melhora a cada audição. Fodasse. O James e o Kirk fizeram um trabalho extraordinário. Shocked

As minhas favoritas... Bem, todas menos a Unforgiven III [ainda não estou bem entrosado com o som]


04.06.04 -> Metallica @ Rock In Rio, Lisboa
28.06.07 -> Metallica @ Super Bock Super Rock, Lisboa
05.06.08 -> Metallica @ Rock In Rio, Lisboa
09.07.09 -> Metallica @ Optimus Alive 09!, Lisboa
18/19.05.10 -> Metallica @ Pavilhão Atlântico, Lisboa


Editado pela última vez por DavidPT em Wed Sep 03, 2008 12:23 pm, num total de 1 vez
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Q
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But we die hard

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MensagemEnviada: Wed Sep 03, 2008 12:26 pm Assunto: Responder com Citação Adicionar a lista de mensagens a serem citadas Remover da lista de mensagens a serem citadas

Tirando a the unforgiven 3 que só pelo titulo já perde creditos e ouvindo fica pior ainda o resto do cd é bom!
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J.H.
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MensagemEnviada: Wed Sep 03, 2008 1:05 pm Assunto: Responder com Citação Adicionar a lista de mensagens a serem citadas Remover da lista de mensagens a serem citadas

Só eu gostei da The Unforgiven III?

Aquela parte que ela berra forgiveeeeee meeeeeeeeeeeeeeee! é fodassa!
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fmetal
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MensagemEnviada: Wed Sep 03, 2008 1:07 pm Assunto: Responder com Citação Adicionar a lista de mensagens a serem citadas Remover da lista de mensagens a serem citadas

J.H. escreveu:
Só eu gostei da The Unforgiven III?

Aquela parte que ela berra forgiveeeeee meeeeeeeeeeeeeeee! é fodassa!


Eu tambem gostei, to ouvindo ela agora de novo...

Achei que o Kirk detonou no solo...


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[metalremains]
Ditador
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MensagemEnviada: Wed Sep 03, 2008 1:13 pm Assunto: Responder com Citação Adicionar a lista de mensagens a serem citadas Remover da lista de mensagens a serem citadas

J.H. escreveu:
Só eu gostei da The Unforgiven III?

Aquela parte que ela berra forgiveeeeee meeeeeeeeeeeeeeee! é fodassa!


Como eu falei em algum lugar, eu não gostei a princípio, mas depois passei a gostar.


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Kirkão
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MensagemEnviada: Wed Sep 03, 2008 1:15 pm Assunto: Responder com Citação Adicionar a lista de mensagens a serem citadas Remover da lista de mensagens a serem citadas

sai daí mara, o cd ta fudido demais. Eu sou muito pé no chão e acho que James & cia estão com muita criatividade musical. Os riffs estão muito brutos e bem feitos, os solos do kirk estão otimos, a bateria do lars ta bem feita, o baixo e a contribuiçao do rob tambem estão magnificos.

Nao é um album pra superar a fase incrivel que durou ate o AJFA mas digamos que depois do AJFA veio Death Magnetic, aí vc vê como ta tudo numa logica e no padrão metallica.

Discordo de vc em partes e concordo que qualquer coisa q fosse thrash ia agradar a moçada. Mas o cd está mais que thrash, ta bem feito e com a banda numa forma incrivel, coisa que eu nao acreditava q fosse acontecer.
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The Unnamed User
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Brazil Magnetic Tour 2010

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MensagemEnviada: Wed Sep 03, 2008 1:26 pm Assunto: Responder com Citação Adicionar a lista de mensagens a serem citadas Remover da lista de mensagens a serem citadas

Hoje de meio dia fiquei ouvindo a Unforgiven III... Muito foda!! Candidata a melhor do album.
Mas é muito cedo pra falar, tem que esperar a euforia baixar.


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HeavyMaster
Frantic
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MensagemEnviada: Wed Sep 03, 2008 1:27 pm Assunto: Responder com Citação Adicionar a lista de mensagens a serem citadas Remover da lista de mensagens a serem citadas

The Unnamed User escreveu:
Hoje de meio dia fiquei ouvindo a Unforgiven III... Muito foda!! Candidata a melhor do album.
Mas é muito cedo pra falar, tem que esperar a euforia baixar.



A emoção que ela me passa é foda demais. Estou extremamente viciado nela.
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Régis
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MensagemEnviada: Wed Sep 03, 2008 1:29 pm Assunto: Responder com Citação Adicionar a lista de mensagens a serem citadas Remover da lista de mensagens a serem citadas

Maragato escreveu:
Fã fanático é foda. E digo isso de qualquer banda.

Mas eu sou tão fã de Metallica quanto sou de Slayer, e digo que o Christ Illusion não deve nada pro Death Magnetic.

O que torna o Death Magnetic tão foda assim, é o fato de ninguém nunca pensar que eles seriam capazes de fazer um disco assim novamente. Só. O que torna o disco tão foda, são meros 20 anos de espera. Mesmo que a qualidade fosse pior, mas fosse Thrash, a recepção dos fãs ia ser a mesma, ou quase a mesma.

O pessoal tá deixando a imparcialidade de lado totalmente, se deixando levar pelo fanatismo, na minha opinião.

É claro que se trata de um puta CD, mas não é nem de longe alguma coisa, comparado aos 4 primeiros, por exemplo.


Aprovado
concordo com quase tudo, Mara.


Ainda não me acostumei com a Unforgiven III e continuo achando ela a mais fraca do álbum.


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Metal Up Your Ass
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Galö Metal

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MensagemEnviada: Wed Sep 03, 2008 1:30 pm Assunto: Responder com Citação Adicionar a lista de mensagens a serem citadas Remover da lista de mensagens a serem citadas

Ouvi o disco hj a manhã inteira, e Unf. III foi a que mais ouvi.


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HeavyMaster
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MensagemEnviada: Wed Sep 03, 2008 1:30 pm Assunto: Responder com Citação Adicionar a lista de mensagens a serem citadas Remover da lista de mensagens a serem citadas

Cadê o PH? Quero rir um pouco com a euforia dele. Laughing
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MensagemEnviada: Wed Sep 03, 2008 2:38 pm Assunto: Responder com Citação Adicionar a lista de mensagens a serem citadas Remover da lista de mensagens a serem citadas

Meu review. Perdoem o tom formal. É que eu pretendo publicar isso em outros lugares também.

METALLICA - “DEATH MAGNETIC” (2008)
Morte Vida Magnética
por Igor Z. Martins

NOTA: 9

O título do álbum traz a palavra morte. Mas, ao escutar o 9º trabalho de estúdio do Metallica, a certeza que se tem é de que a banda está viva e muito bem. “Death Magnetic”, o sucessor de “St. Anger” (2003), fará a alegria dos fãs saudosistas, que, desde o final dos anos 80, esperam que a banda invista no thrash metal que ajudou a fundar, junto com Slayer, Exodus, Overkill e outros.

Não agüentei esperar o disco ser lançado oficialmente no dia 12 de Setembro e acabei apelando para uma das cópias que vazaram na internet. Depois de “Load” (1996), “Reload” (1997) e do criticado “St. Anger”, uma volta às raízes parecia ser improvável, então, quando a imprensa especializada espalhou que a banda estava prometendo um disco nos moldes de seus álbuns dos anos 80, foi impossível conter a ansiedade quando as músicas caíram na internet.

Apesar de gostar de todos os álbuns do Metallica, mesmo daqueles que são, em geral, detestados pela maioria dos fãs, seria ótimo ver a banda fazendo o som energético com o qual foi consagrado. “The Day That Never Comes”, uma das primeiras que vazaram para a internet, já anunciava que os boatos poderiam ser verdade: “um puta disco vem aí”, pensou a maioria dos fãs.

E as expectativas se confirmaram: “Death Magnetic” é uma brilhante volta às raízes. A primeira audição que fiz do álbum foi emocionante. Não foram raros os momentos em que ri e comentei comigo mesmo: “Isto é Metallica!”. São 10 músicas (assinadas por todos os integrantes da banda) que apresentam o melhor thrash metal, edificado em riffs furiosos, solos matadores e composições que mostram uma banda inspirada, em sua melhor forma.

Engana-se quem pensa que o álbum é um mero xerox de “Master Of Puppets” (1986) ou de “...And Justice For All” (1988). O Metallica, com um empurrão de seu novo produtor, Rick Rubin, reinventou o seu som, ao invés de investir em um plágio de sua própria música. O som não é focado no passado e mostra que a banda ainda tem criatividade e energia para o futuro.

A capa segue o mesmo estilo simples dos outros trabalhos do grupo. Trata-se de um buraco em forma de caixão com vários traços em volta, dando a idéia de um campo magnético, em um fundo branco. O melhor de tudo é o logotipo da banda na mesma linha dos álbuns dos anos 80.

AS MÚSICAS

1. That Was Just Your Life (7:08)

Início introspectivo, acompanhado por sons de batida de coração e um dedilhado. Em seguida, Lars ataca, acompanhando as guitarras distorcidas. O riff que segue é tipicamente Metallica. Maravilhoso. Música furiosa, pesadíssima, com belas melodias de guitarra e com um James Hetfield renovado, cantando de forma ora límpida, ora da maneira agressiva em que cantou nas épocas de “... And Justice For All” e “Black Album” (1991).

Estilisticamente, a canção não tem nada a ver com o material de “Load”, “Reload” ou “St. Anger”. O clima remete à atmosfera oitentista, sem questionar. E, após mais de 10 anos sem ouvir um solo de guitarra do Metallica, aos 4 minutos e 52 segundos da música, entra um breve e destruidor solo. Até aqui é mais que suficiente pra encher os olhos e rir de alegria.

2. The End Of The Line (7:52)

Porrada na cara logo de imediato. O riff que segue é arrastadão, como aqueles que eles faziam em “...And Justice For All”, apesar de não ser tão cadenciado. Mais uma vez, lá está James mandando muito bem nos vocais. A música é indiscutivelmente thrash metal. Riffs absurdos acompanhados pela pancada característica de Lars. A linha vocal, hora ou outra, lembra alguns trechos de “The Four Horsemen”, do primeiro álbum da banda “Kill’Em All” (1983), o mais gritado, mais thrash e mais violento da discografia da banda.

Mais uma vez lá está o solo de Kirk, e agora ninguém mais pode odiá-lo por ter passado tanto tempo se solar. Faltando uns dois minutos para o fim da música, uma calmaria, com James cantando mais baixo e com Robert Trujillo fazendo uma melodia de baixo. A porrada volta e a música termina.

3. Broken, Beat & Scarred (6:26)

Mais uma que começa pesada. No entanto, o andamento que se segue é mais calmo que as anteriores. A melodia de guitarra soa diferente, mas com identidade. O que serve de base pra dizer que a banda voltou a fazer thrash, mas não se limita a copiar seus álbuns antigos. O refrão mostra um jogo de vozes bem interessante, coisa que o Metallica quase sempre usou em seus álbuns.

Mais uma vez um puta solo de guitarra seguido por mais uma enxurrada de riffs, os melhores em quase 20 anos, com certeza. Lars não economiza nos pedais duplos, mas não soa exagerado. Faz o que a música pede da melhor forma possível.

4. The Day That Never Comes (7:56)

O início dessa música me fez lembrar de três coisas: “Fade To Black”, de 84, “One”, de 88, e o último trabalho de estúdio do Iron Maiden. Se houvesse um baixo dedilhando junto com a guitarra, é provável que me convenceriam de que se tratava de uma música do Maiden, especialmente pela melodia de guitarra. No entanto, conforme a música vai avançando, essa idéia lunática desaparece (é óbvio).

É o momento mais lento do álbum até agora. Um belo dedilhado de guitarra, com James cantando com feeling. As partes mais agressivas, que contrastam com os momentos mais leves, lembram muito “Fade To Black”. Interessante observar como James está alcançando tons altos com sua voz.

O momento posterior, ainda mais agressivo, faz você lembrar de “One”. Com certeza. Não é uma imitação, mas a semelhança é grande. As guitarras fazendo em uníssono a mesma melodia soam ótimas. Nos momentos finais, outro solo arrepiante. Até aqui não há dúvida nenhuma: O Metallica voltou com tudo.

5. All Nightmare Long (7:56)

Um dedilhado no começo. Em seguida, contrastam guitarras pesadas e as pancadas de Lars. O riff que se segue é demais. Pitadas do thrash speed presente em “Dyers Eve”, de 1988, por exemplo. Estão, nessa música, algumas das palhetadas mais animalescas da carreira do Metallica. Aqui, James aparece cantando de forma mais agressiva, mas sem perder a melodia. Thrash metal puro em pleno 2008, pra não deixar dúvidas de que o estilo não ficou restrito na década de 80. Thrash metal com inventividade, thrash metal atual.

Solos eletrizantes precedem a pancadaria dos momentos finais da música. E lá estão as palhetadas e o bumbo duplo de Mr. Ulrich, fazendo os auto-falantes tremerem. Uma paradinha para respirar, e a música volta com tudo, com James mostrando que está no auge de sua forma.

6. Cyanide (6:40)

Toneladas de peso no começo e uma guitarra com wah-wah. Em seguida, Robert Trujillo, o novo homem do Metallica, com seu baixo evidenciado. A música segue empolgante, mais ou menos no mesmo clima das anteriores. Extremamente energética. O refrão, baseado num riff arrastado, é o típico refrão que faz um estádio inteiro cantar junto. Demais!

Lá estão os ótimos solos novamente. Posteriormente, Trujillo ganha destaque outra vez. Um outro refrão e a música se prepara para o fim. James Hetfield está mesmo ótimo.

7. The Unforgiven III (7:47)

Essa era a música que mais me despertou curiosidade quando o repertório do disco foi divulgado. Começa com uma melodia de piano e belas orquestrações, seguidas por um dedilhado. Até aqui nenhuma semelhança evidente com as versões anteriores da música, lançadas em 91 e 97.

Ao invés de continuar calma, a música segue com um riff e James cantando em tons mais altos. Posteriormente, a parte cadenciada e lenta volta e intercala-se com momentos mais pesados. Por volta dos 4 minutos e meio, outro belo dedilhado e orquestrações. Aí entra algo que parece ser um refrão. E um belo refrão. Depois, o solo: arrepiante, cheio de melodia. Agora sim remete um pouco às versões mais antigas da música. Até aqui, o mais belo solo do álbum. Após mais uns trechos da letra, a música termina melancólica.

8. The Judas Kiss (8:01)

A melhor introdução até aqui, seguida por riffs com uma tonelada de peso. Andamento muito empolgante, com partes absolutamente pesadas contrastando com breves trechos mais cadenciados. A pancadaria é tipicamente Metallica oitentista. Empolgante demais. As bases da guitarra, baixo e os bumbos de Lars funcionam em perfeita harmonia. O refrão é, certamente, um dos mais empolgantes da carreira da banda.

Mais um solo vibrante, em cima de bases pesadas e cadenciadas. A música segue com pauleira total e cai em mais um solo. Mais riffs e uns segundos pra respirar. James canta mais baixo e a música volta com o refrão final. A minha favorita do álbum. Oito minutos de porrada total que mais parecem ser três. É a mesma sensação que se tem ao ouvir aquelas músicas longas de “...And Justice For All”: o tempo passa e o ouvinte nem percebe.

9. Suicide & Redemption (9:58)

Esta é um instrumental que tem o baixo bastante destacado no começo. O tema principal da música é cheio de groove. Chega, em certas horas, a se assemelhar com o riff principal de “Bad Horsie”, de Steve Vai. Assim como todo o disco, “Suicide & Redemption” é muito bem arranjada e estruturada – como nos velhos tempos! É uma música que entraria perfeitamente em “...And Justice For All”, disco do Metallica que mostrou as composições mais complexas, extensas e bem arranjadas.

Posteriormente, no momento mais leve, uma bela melodia de guitarra em cima de um dedilhado. A música viaja, aumenta a agressividade, aumenta a melodia. Perfeito! Depois, mais uma vez o baixo vem à tona, enquanto as guitarras se emaranham em melodias e ótimos riffs. Lá vem mais um solo. Como os outros, empolgante, vibrante, eletrizante, Metallica!

O groove inicial retorna após os bumbos duplos de Lars. Já se passaram oito minutos que mais se parecem três. A música caminha para o final com uma variação do riff principal. Ainda há muito groove. E, a música, com seus quase 10 minutos de duração, termina pra ser colocada com honra ao lado de instrumentais perfeitos, como “The Call Of Ktulu” (1984) ou “Orion” (1986). Demais! Irretocável.

10. My Apocalypse (5:01)

A mais direta do álbum. Talvez a mais thrash. Talvez a mais furiosa. Inicia-se cadenciada e as viradas de Lars lembram muito “Harvester Of Sorrow”, de 88. Em seguida, a pancadaria é total. Riffs destruidores, um James Hetfield mais que inspirado. Refrão empolgante e outro solo impecável, seguido por bons arranjos de guitarra. Uma música com toneladas de peso. Bem ao estilo de “Damage Inc.”, música que fechou o lendário “Master Of Puppets”. “Death Magnetic” não poderia ser fechado de outra forma. Música brilhante pra encerrar um álbum brilhante.


Disco irretocável. Perfeito. Não deixa absolutamente nada a desejar perante os seus trabalhos clássicos. Alguém pode se atrever a dizer que, nessa tentativa de voltar às origens, a banda se copiou. Isso soaria insultuoso! Sim, o Metallica retornou às origens e voltou com tudo, mas “Death Magnetic” não é uma imitação de seus quatro primeiros álbuns.

Os riffs rápidos e pesados estão lá. Os arranjos bem trabalhados estão lá. O thrash metal do Metallica está lá, afinal, o Metallica está lá! É um disco que aponta para o futuro, sem pretensão de soar como seus trabalhos consagrados.

Eu ficaria muito feliz em ver a cara de sujeitos como Bruce Dickinson, Dave Mustaine ou Kerry King, que sempre que possível soltavam alguma crítica ao Metallica. Seria demais ver a cara dessas figuras, ainda mais que suas respectivas bandas não estão lá essas coisas...


http://www.lastfm.com.br/user/Zemgeski

§ PACEM PER POTESTATEM IGNIS SUPERIORA §


Editado pela última vez por Crazy Horse em Thu Sep 04, 2008 6:31 pm, num total de 1 vez
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MensagemEnviada: Wed Sep 03, 2008 2:44 pm Assunto: Responder com Citação Adicionar a lista de mensagens a serem citadas Remover da lista de mensagens a serem citadas

Parabéns pela resenha, Igor. Descreveu muito bem. Very Happy

"e o último trabalho de estúdio do Iron Maiden. Se houvesse um baixo dedilhando junto com a guitarra, é provável que me convenceriam de que se tratava de uma música do Maiden, especialmente pela melodia de guitarra. No entanto, conforme a música vai avançando, essa idéia lunática desaparece (é óbvio). "

Laughing Laughing Laughing

Não podia deixar de ter... né. Laughing



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Citação:
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MensagemEnviada: Wed Sep 03, 2008 2:50 pm Assunto: Responder com Citação Adicionar a lista de mensagens a serem citadas Remover da lista de mensagens a serem citadas

Bacana a review, Igor! Very Happy
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