Agora é a minha vez de falar sobre o M&G!
Para chegar no lugar onde iríamos entrar para falar com a banda, tivemos que basicamente atravessar o RiR de ponta a ponta. No meio do show do Coheed & Cambria. Imaginem o medo que eu estava de me perder do grupo, então eu basicamente saí falando: “Licença, licençaaaaaaa” e ia atropelando o pessoal.
Chegamos no lugar e encontramos o Jeff, que estava com uma lista e uma lanterna para ir vendo se nós éramos nós mesmos. Dei uma espiada na lista e só fiquei tranquila mesmo quando vi o meu nome e o do Doug nela. Aí, na minha vez, ele colocou a lanterna na minha cara e falou algo como: “Ahhh, você vai começar a chorar de novo?” Fiquei me sentindo a maluca histérica dos M&Gs.
Lá encontramos o Paulo Afonso, que é gente fina e estava muito nervoso.

Fiquei feliz de ver ele e a noiva de camisetas do MR. Quando eu espiei a lista, vi o nome do Arnaldo Zerbinatti, que posta de vez em quando aqui, mas nem lembro se cheguei a falar com ele.
Minha preocupação era que seria um barulho dos infernos durante o M&G e eu teria que ficar berrando com os caras da banda, mas felizmente estava errada.
Depois que entramos lá, foi o de sempre, todos em fila encostados na parede e as instruções que dão em todos os M&Gs.
O primeiro a entrar foi o Rob, que continua tímido que nem da outra vez. Quando ele veio falar comigo, tentei puxar um pouco de papo sobre surf pra ver se ele animava e perguntei se ele tinha surfado no Rio. Ele disse que não e eu disse que o tempo estava meio feio mesmo e ele disse que foi porque ele nem trouxe a prancha dele, depois perguntou de onde eu era. Se for ver, foi uma conversa mais longa do que o do outro M&G.
Rob e eu
Quando o Rob estava quase chegando na gente, entra o James na sala. Não deu não, vi ele e comecei a chorar.

Mas logo me recompus.
Quando ele chegou para falar comigo, DE NOVO eu fiquei segurando a mão dele e rindo que nem boba por uns instantes, mas dessa vez não soltei o famoso “I’m sorry, I’m so nervous!”
Disse que estava muito feliz por ver eles de novo e mostrei a foto do M&G do ano passado. Ele foi começar a autografar e eu: Nããããooo, não assina isso.

Se ele assinasse, não ia dar para autografar o encarte da Cris.
Aí eu disse que ano passado, ele prometeu tocar no meu casamento e então eu trouxe o candidato a marido para ele cumprir a promessa. Ele me solta algo: Mas ele sabe/concorda com isso?
Aí o Doug disse: Só caso se vocês tocarem!
Eu: Viu James, se vocês não tocarem eu vou morrer solteira! Não quero morrer solteira!
O James riu bastante nessa hora.
Aí eu fiquei tão feliz que me distraí e esqueci de entregar o encarte da Cris para autografar, quando ele já estava falando com o Doug eu expliquei e pedi pra ele assinar. Ele pegou na mão, ia começar a escrever, parou e brincou: Agora não dá mais.
James e eu
Na hora de tirar a foto comigo ele deu um abraço caprichado, foi foda.

. Achei que o Doug ficaria com ciúmes da minha tietagem com eles, mas ele até disse: “Eu casaria com o James”. Imaginem o digníssimo administrador sisudo deste fórum virando uma putinha feliz do Metallica.

Fiquei MUITO feliz de ver o Doug realizado daquele jeito e ver que o todo o esforço e sacrifício feito pelo MR foi recompensado.
Daí, antes de o Kirk entrar, tivemos que esperar uns 40 minutos. Eu fiquei de pé o dia todo, estava com fome, com sede, cansada, tensa por causa do M&G... achei que não ia aguentar e ia desmaiar lá mesmo. Mas continuei meio firme e não tão forte.
Kirk chegou e estava muito elegante (considerando que da outra vez ele estava de bermuda e chinelos

). Fiquei bem feliz de ver que ele gostou das camisetas e do poster do MR, ainda mais considerando o nível de timidez dele. Foi engraçado também ele assistindo o show do Motorhead e falando: My hero! Tentei de novo o papo do surf que não rendeu frutos. Na próxima, tento falar de filmes de terror.
Na hora que eu entreguei a foto que ele iria autografar, ele ficou todo confuso (porque todos estão sem camisa nela) e o Jeff teve que explicar onde a foto foi tirada.
Kirk e eu
Gostei dele estar sorrindo nela.
Depois, veio o Lars. Ele entrou na sala fazendo graça já, perguntando: “Nossa, o que está acontecendo aqui?”
Aí ele perguntou de que lado da fila ele devia começar e o Doug: Começa pelo meio!!

Foi bom que chamou a atenção pra gente já.
Eu disse que era bom revê-lo, mas ele não lembrou de mim. Mesmo assim eu contei a história da baqueta, de como ele praticamente mudou a minha vida com aquele gesto, e que cada vez que eu fico triste, eu pego na baqueta e penso que a vida é boa e eu sou sortuda. Que não tenho nem palavras para descrever o que é o seu herói lembrar do seu rosto e lembrar do seu pedido e fazer você se sentir a pessoa mais especial do mundo. Caras, deu pra vez que o Lars gostou muito de ouvir aquilo, dava pra ver nos olhos dele que ele curtiu muito me ver feliz daquele jeito. Quando eu terminei ele fez: “Oooowwwwnnnnn” e me abraçou.
O LARS ACHOU MINHA HISTÓRIA FOFA!! É muita emoção para um coração só.
Aí já era, chorei de novo e falei que amava ele demais!
Aí eu disse que no dia anterior tinha sido meu aniversário e pedi um presente, cochichei no ouvido dele que queria ver o show do palco. Ele deu uma risadinha e disse que veria o que dava pra fazer. De novo eu pensei que não ia rolar e de novo eu subestimei o Lars. Mas ele disse que não era pra contar pra ninguém e na real já estou meio arrependida de contar isso aqui, mas a verdade é que o foi muito foda!
Lars e eu
Caras, é por isso que eu digo que o Lars é o meu herói. Estou cagando e andando se ele não toca bateria direito, se erra o tempo ou se ele é preguiçoso. O cara é sensacional! Ele poderia ter dito não pro pedido do palco, poderia ter esquecido da minha baqueta, poderia nem ter aparecido no M&G mas ele foi lá, tratou eu e o Doug super bem e ainda fez eu me sentir como se eu fosse a pessoa mais especial do mundo. Não dá pra não idolatrar uma pessoa dessa.
Acho que esse relato ficou maior que o outro, né? Desculpem, me empolguei mesmo.
Autógrafos
Reparem que o James escreveu Feliz Aniversário. Nem morri de alegria, imagina.