Já contei sobre minha experiência com Matanza... Mas, se alguém ainda não sabe, vou contar de novo!
Há uns anos, eu estava pegando uma tetéinha que era meio headbanger. Aí ela decidiu que queria ir a um show do Matanza aqui em PG! Aí, eu disse a ela: "Ora, claro que vamos!". E pensei: "Depois do show, onde poderei me banhar em cerveja, eu te comerei com muito vigor".
Aí, peguei ela em casa! Ainda usava o carro do meu pai, que tinha, à época, vidros negros, de modo que nem um telescópio enxergaria seu traseiro lá dentro. Demos uns bandolés pelo centro da cidade ouvindo W.A.S.P. e Iron Maiden. Ela cantava todas as músicas comigo! Éramos dois malucos curtidores de rock e eu estava na droga do céu!
Encostei numa rua escura e começamos um amasso violentíssimo! Mão na bunda, mão no pinto, mão nos peitos e putaria preliminar total!
Aí fomos ao raio da casa de shows! Entramos e uma banda cretina de abertura começou a tocar antes. Mandaram uns Sepulturas e arriscaram um Megadeth: sofrível! O vocalista parecia ter saído de um episódio dOs Smurfs.
Então o Matanza entrou, meia-hora depois. Aí apareceu aquele cretino vocalista com aquela barba ruiva, uma camiseta mais rota que os panos de chão de minha casa. Vestia uma calça camuflada, se não me engano. Quando ele abriu aquela latrina que ele chama de boca pra cantar eu pensei: "Céus! What the fuck is that? Estou assistindo a algum episódio do Cocoricó, onde o porco falante é o protagonista?". Aí, quando eu conseguia entender os grunhidos dele, eu era molestado por uma espécie de filosofía medíocre; uma análise da sociedade e do mundo da vida mais deturpada e míope que aquelas elaboradas por estudantes pseudo-revolucionários de primeiro ano de sociologia, jornalismo, geografia, história ou ciencias sociais. Um papinho forçadamente politicamente incorreto que me deu nojo.
A música, em si, era uma barulheira lazarenta e miserável. Putíssimo, mesmo. Tudo que eu queria naquela hora era ter uma arma e fuzilar a porra da banda inteira, atirar primeiro nas pernas do cretino vocalista, pra que ele se torcesse de dor enquanto eu atirava nos outros. Depois então, eu atiraria no vocalista e daria um fim ao seu sofrimento. Numa dada hora, ele grunhiu algo sobre "porco espinho", ou algo do tipo. Foi a merda da gota d'água.
Nessa hora, eu já estava lazarento de azedo e sequer conseguia me alegrar com a cerveja ou com a possibilidade de colocar meu pinto pra dentro depois.
A guria percebeu meu azedume, mas não deu bola e continuou batendo cabeça, enquanto uns neandertais-homens-das-cavernas-sub-desenvolvidos se quebravam em frente ao palco, tudo no embalo das babaquices que aquele porco ruivo grunhia no microfone! COMO ALGUÉM PODERIA DAR UM MICROFONE A ELE? É como dar uma bomba nuclear ao Bin Laden, de modo que ele arruinaria a vida de todos apertando um botão.
Depois de uma hora e meia de tortura impiedosa, aquela miséria acabou. Então eu fiquei uns 45 minutos numa fila pra pagar a conta do lugar. Fui embora e alguém acha que comi a guria? O CACETE! "Estou com sono! Me leva embora, lindo?", ela disse! "Claro!", respondi.
Depois daquele dia nunca mais a vi.
Então, no dia seguinte, fiquei ouvindo Coldplay mais bicha e monótono do mundo pra tentar exorcisar minha alma de tanto barulho e nojeira sonora. Parecia que eu teria um derrame a julgar pelos zunidos que havia nos meus ouvidos.
Essa é a minha experiência com o Matanza. É a banda nacional que eu mais odeio. Sou apaixonado pelo Restart e pelo Dominó, comparando ao ódio que sinto pelo Matanza.
