Glimpse Of Defiance:
Grunge Years Sample
NIRVANA – GREEN RIVER – ALICE IN CHAINS – STONE TEMPLE PILOTS – MUDHONEY – L7 – SOUNDGARDEN – SCREAMING TREES – MAD SEASON – L7 – THE NYMPHS – MOTHER LOVE BONE – PEARL JAM – TEMPLE OF THE DOG – SILVERCHAIR
Essa coletânea não tem pretensão em fazer um retrato completo do Grunge, mas há material suficiente aí para dizer
o que é o Grunge. Estão aí as principais bandas do movimento, como Alice In Chains, Pearl Jam, Nirvana, Green River, Soundgarden, Mudhoney, etc. Vocês poderão ver a diversidade sonora do movimento e constatar que o Grunge não se resume em Nirvana e não é meramente “música de adolescente revoltado”, como alguns gostam de afirmar.
A coletânea é, por si, um argumento contra o mito de que o Grunge é um estilo musical, quando, na verdade, trata-se de movimento musical, surgido em Seattle no final dos anos 80 e início dos anos 90, e que influenciou, nessa época, toda uma geração de bandas em outros locais, dentro e fora dos Estados Unidos, a exemplo do Stone Temple Pilots, de San Diego, e do Silver Chair, de Newcastle, Austrália, que pertence a uma geração mais posterior do movimento.
Quase todas as bandas da cena Grunge encontram-se, no momento, com as atividades suspensas. Apenas algumas, a exemplo doMudhoney, Pearl Jam, o recém reunido Stone Temple Pilots, etc., continuam em atividade. O Pearl Jam, em particular, é, provavelmente, a banda que teve maior sucesso. Venderam milhares de discos e, até hoje, lançam novos álbuns de estúdio e possuem grande notoriedade no cenário.
Abaixo, as músicas e breves comentários. São duas partes com 10 canções cada.
Ambas as partes estão disponíveis no mesmo link, postado logo abaixo.
Parte I:
1. Dive – Nirvana
É uma música que sai dos moldes do Nevermind, que consagrou a banda. Tem um clima mais denso e apresenta a produção tosca, característica das bandas do início da cena Grunge.
2. Entering – Soundgarden
Também segue a mesma produção pobre que “Dive”. É uma das primeiras músicas da carreira do Soundgarden. Mostra uma banda com todo aquele gás de início de carreira e a marcante imaturidade musical: Aqui, Cris Cornell faz aquela interpretação gritada e alta, acompanhada por um instrumental com bastante influência de Punk Rock. A música, apesar de ser um tanto rápida, é introspectiva.
3. Sunshine – Alice In Chains
Segue o mesmo clima das anteriores, no entanto, possui uma ótima produção, onde se consegue ouvir cada um dos instrumentos com bastante clareza. A boa produção e competência instrumental sempre foi uma marca do Alice In Chains, uma das bandas mais pesadas do movimento.
4. Gentle Groove – Mother Love Bone
Essa é uma balada, com acompanhamento de piano e melodias marcantes. É a música mais lenta da coletânea.
5. Sin – Stone Temple Pilots
“Sin” traz o peso marcante do início de carreira do Stone Temple Pilots, e o Scott Weiland fazendo uma interpretação mais alta, com a voz bem rouca. É uma de minhas canções favoritas da banda e, talvez, a mais pesada dessa coletânea.
6. Shitlist – L7
Até aqui, é a música mais “alto-astral”. O L7 acompanhou o movimento Grunge de longe, lá de Los Angeles. É uma banda de mulheres e a direção do som mostra uma clara influência de Punk Rock. Essa música integrou a trilha sonora de “Cemitério Maldito II”.
7. Porch – Pearl Jam
Uma das músicas mais energéticas do Pearl Jam. É um retrato do Grunge bem tocado e bem produzido, como Alice In Chains. Em geral, as bandas de Grunge não possuem instrumental e produção polidos. Esse não é o caso do Pearl Jam, Alice In Chains, dos álbuns pós “Badmotorfinger” do Soundgarden e dos últimos discos do Screaming Trees.
8. Long Gone Day – Mad Season
É, certamente, a música mais peculiar da coletânea. Trata-se de algo que flerta com Jazz, Soul e até Bolero, com percussão, instrumentos de sopro, etc. O Mad Season, na verdade, não é uma banda. É um projeto que envolveu músicos do Pearl Jam, Screaming Trees e Alice In Chains. Interessantíssimo o dueto entre Mark Lanegan, vocal do Screaming Trees, com Layne Staley, vocal do Alice In Chains.
9. Time For Light – Screaming Trees
Essa é da fase mais raivosa, tosca e energética do Screaming Trees. Quem ouve essa música e as do final da carreira da banda, constata com certeza de que os caras ficaram depressivos, ou coisa assim. A música começa cadenciada e cai num instrumental tipicamente Punk.
10. Mudride – Mudhoney
Outra das lentas e introspectivas. Traz a produção pobre, típica do Mudhoney, e o instrumental despojado.
Part II:
1. Revolt – The Nymphs
O The Nymphs é de Los Angeles, e, como o L7, teve essa música na trilha sonora de Cemitério Maldito II. O som tem uma influência de The Misfists, aquela coisa mais rápida e pesada.
2. Stardog Champion – Mother Love Bone
Mais uma introspectiva. Traz mais um exemplo de competência instrumental e boa produção do Mother Love Bone.
3. Hunger Strike – Temple Of The Dog
O Temple of the Dog também é um projeto, e envolveu músicos do Pearl Jam e Soundgarden. Há, nessa música, um dueto histórico entre Eddie Vedder, do Pearl Jam, e Chris Cornell, do Soundgarden. O Temple Of The Dog foi formado como uma banda tributo ao vocalista do Mother Love Bone, Andy Wood, falecido na época.
4. Watchpocket Blues – Screaming Trees
Essa, apesar de ser energética, é uma das produções do Screaming Trees que já mostrava um flerte com o Pop Rock. É uma das músicas mais legais da banda e o som está com uma produção legal.
5. No Association – Silverchair
Eu mesmo achava que o Silverchair era feito somente por musiquinhas cretinas, estilo aquelas ruindades que tocam na malhação, as musiquinhas de adolescente. Mas, baixei, dias atrás, o “Freak Show”, e lá, existem sim as baladinhas chatinhas, mas há músicas bem porradas que me surpreenderam. Uma delas é “No Association”, que lembra bastante Alice In Chains, talvez pelo timbre das guitarras. É uma música muito legal, assim como álbum, de forma geral.
6. Hag Me – The Melvins
Evidente influência de Black Sabbath. A música mais sombria da coletânea. E uma das mais pesadas também. Essa música é do álbum “Houdini”, uma das coisas mais pauladas que eu já ouvi.
7. Red Mosquito – Pearl Jam
Uma das músicas mais legais do Pearl Jam, e, pelo que me consta, pouco ovacionada. Tem uma melodia de guitarra excelente, além de ter um ritmo que lembra, um pouco, blues.
8. Room A Thousand Years Wide – Soundgarden
Comparando essa música com “Entering”, que está na primeira parte da coletânea, é difícil dizer que é a mesma banda. A produção dos caras melhorou de forma inacreditável neste álbum, o “Badmotorfinger”, o melhor da banda, em minha opinião. É uma música pesada, que traz o Chris cantando com voz bem grave no início, e, no refrão, ele mostra a potência vocal que tem.
9. Swallow My Pride – Green River
Não podia faltar Green River! É uma das percussoras do Grunge, e essa música é uma das mais legais do movimento. Não traz nada incrível, mas, num todo, é uma excelente música. Bem alto-astral.
10. Would? – Alice In Chains
Uma brilhante música do Alice In Chains, que traz uma puta interpretação do Layne Staley. Certamente o Alice In Chains é a banda mais “metal” do Grunge. Se não me engano foi para essa música que o Opeth fez um cover (confere, Thiago?). Vi um vídeo do James Hetfield tocando ela com a banda.
LINK: http://www.shareonall.com/Glimpse_Of_Defiance_-_Grunge_Years_Sample_novz_rar.htm
É interessante observar como quase todas as bandas possuem uma espécie de ligação. Sem falar no Temple Of The Dog e no Mad Season, que são projetos que envolvem músicos de bandas Grunge, dá pra se falar em Matt Cameron, baterista do Pearl Jam, que já foi baterista do Soundgarden. Ou, então, de Stone Grossard e Jeff Ament, do Pearl Jam, já tocaram juntos no Green River e Mother Love Bone, e outros casos.
É isso, caras! Espero que gostem, que ouçam sem preconceitos, sem aquela “mágoa” que todo metaleiro tem do Grunge.
Abraço! Em breve, coletânea do Pearl Jam.