| |
 |
|
| Exibir mensagem anterior :: Exibir próxima mensagem |
| Autor |
Mensagem |
Wilsoon Whiplash


Mensagens: 10269
|
|
Acho que falta um tópico como esse aqui no fórum. Vamos utilizar este espaço para divulgar artigos e colunas que vocês acham legais.
Proponho que antes de postar o artigo que se especifíque o tema.
Primeira contribuição:
Economia: Truques no mercado imobiliário
| Citação: |
Freakonomics: A hora da devolução
Stephen J. Dubner e Steven D. Levitt
Uma tranqüila troca de fundos ajuda o comprador e o vendedor. Então por que é ilegal?
Imagine por um instante que está pensando em comprar a primeira casa para você, sua mulher e sua filhinha de 1 ano. Agora imagine que está fazendo isso na Itália.
O mercado imobiliário da Itália é muito diferente do dos EUA. É mais difícil conseguir crédito hipotecário, e geralmente você só pode tomar emprestados 50% da aquisição. Além disso, talvez o empréstimo tenha de ser pago em apenas dez anos. Por isso, antes de comprar sua primeira casa, você provavelmente passará muitos anos economizando para dar a entrada. Em conseqüência, pode muito bem acabar morando com seus pais (ou - uf! - seus sogros) até estar bem entrado nos 30.
Nos EUA, enquanto isso, o crédito hipotecário corre como leite e mel. Dando apenas uma fração do preço da compra, você pode se mudar com sua família imediatamente, com 30 anos para pagar a hipoteca.
Mas e se você não conseguir o dinheiro nem para uma pequena entrada? Aí você cai na categoria dos emprestadores de segunda classe. Há muitas opções para esses clientes, mas a maioria delas, como está escrito nas letras miúdas dos contratos que os emprestadores assinam, não é muito boa.
Em alguns casos eles trapaceiam, empregando uma manobra ilegal conhecida como transação com devolução de dinheiro. Como uma das formas mais enganosas de fraude hipotecária - existem muitas outras-, essa transação não é desconhecida pelos profissionais do setor imobiliário, mas de modo geral escapou ao escrutínio dos acadêmicos. Até agora.
Itzhak Ben-David, um candidato a Ph.D. em finanças na Escola Graduada de Economia da Universidade de Chicago, caiu sobre o assunto enquanto procurava outro mais árido: como os preços da habitação incorporam eficientemente aumentos de impostos antecipados. (Revelação: um dos autores desta coluna, Steven Levitt, faz parte do comitê de dissertação de Ben-David.) Um israelense de 36 anos, Ben-David serviu por quatro anos e meio no exército de seu país, estudou engenharia industrial e contabilidade e trabalhou numa empresa imobiliária na Grã-Bretanha. Ele pensava saber muito bem como o mundo funcionava. Mas, quando mergulhou no mundo imobiliário para sua pesquisa de dissertação, começou a se perguntar o quanto ele e seus colegas acadêmicos realmente entendiam o mercado.
Por exemplo, ele ouvia menções habituais a um misterioso tipo de negócio em que o vendedor dava ao comprador um desconto em dinheiro sem incluir essa transação na documentação da hipoteca. (É ilegal para compradores e vendedores transferirem dinheiro ou ativos sem notificar adequadamente o credor.)
Como funciona esse negócio?
Digamos que você queira comprar uma casa que custa US$ 200 mil, mas não tem US$ 20 mil para dar a entrada de 10% que lhe conseguiria uma hipoteca decente. O agente imobiliário do vendedor oferece uma solução: Vamos colocar o preço oficial de US$ 220 mil em vez de US$ 200 mil, ele diz - mas em troca o vendedor lhe dará US$ 20 mil em dinheiro.
Esse desconto será uma transação separada, explica o agente, que não precisa ser escrita na documentação da hipoteca. (Um vendedor pode oferecer legalmente um incentivo de devolução de dinheiro, mas teria de ser relatado ao banco - o que negaria a vantagem de fazer o banco pensar que o comprador já tem o dinheiro.) De repente você tem os US$ 20 mil em dinheiro necessários para conseguir uma boa hipoteca, e o vendedor ainda consegue seu preço original de US$ 200 mil.
A única diferença é que o banco registra a venda da casa por inflacionados US$ 220 mil. E em vez de emprestar 90% do valor da casa na verdade você emprestou 100%. "Em suma", escreve Ben-David, "um comprador pode adquirir a propriedade sem dar entrada."
Como as transações foram ilegais, não seriam registradas. Usando dados de quase 300 mil vendas de casas na área de Chicago, Ben-David começou a brincar de detetive, procurando indícios de golpe.
Primeiro ele formou um dicionário de 150 palavras-chaves encontradas em anúncios de imóveis -"financiamento criativo", por exemplo- que podem indicar a disposição do vendedor de jogar leve. Depois ele procurou exemplos em que uma casa estava há tempo no mercado e acabou sendo vendida pelo preço pedido ou até superior. Nesses casos, ele descobriu que os compradores geralmente davam uma entrada muito pequena; quanto menor, na verdade, maior o preço da casa. Ben-David concluiu que essas anomalias indicavam a inflação artificial que marcava um negócio com devolução de dinheiro.
Ben-David pôde então examinar as características notáveis comuns a essas transações. Ele descobriu que um pequeno grupo de agentes imobiliários estava constantemente envolvido, em particular quando o próprio vendedor era um agente ou quando não havia um segundo agente no negócio.
Ben-David também descobriu que as transações suspeitas eram mais prováveis quando o banco credor, em vez de guardar a hipoteca, a empacotava com milhares de outras e as vendia como títulos apoiados por hipotecas.
Ben-David argumenta que há pelo menos dois perdedores potenciais nessas transações. O primeiro é o comprador honesto que não aceita uma oferta de devolução de dinheiro e, portanto, não consegue comprar uma casa - enquanto as transações ilegais artificialmente fazem subir os preços das casas nesse bairro.
O segundo perdedor é o investidor que compra os títulos apoiados por hipotecas. Se uma casa comprada numa transação com devolução de dinheiro entra em cobrança judicial, logo se descobre que a casa vale menos que o valor do empréstimo. Isso claramente não é bom para os acionistas desses ativos. Os títulos apoiados por hipotecas são o tipo de investimento conservador amplamente utilizado por aposentados e outras pessoas comuns.
Também há um terceiro perdedor potencial: o comprador de segunda classe que aceita a devolução do dinheiro, mas acaba inadimplente. Embora seu ato criminoso provavelmente nunca seja processado, ele poderá enfrentar uma sentença ainda mais dura: voltar a morar com os sogros. |
Fonte: Freakonomics
Editado pela última vez por Wilsoon em Qua Ago 29, 2007 1:49 am, num total de 1 vez |
|
| Voltar ao Topo |
|
 |
Patrocinadores Ad Bot
 |
|
 |
The Unnamed User Whiplash


A Sense Of Purpose
Mensagens: 11020 Localização: Serra Gaúcha - Colonia, porco dio!
|
|
Boa, Bruno! Esse tópico vai ser interessante.
Não li o artigo postado ainda, mas pretendo. Leio "alguns Freakonomics" ás vezes, tem muita coisa legal lá. _________________
 |
|
| Voltar ao Topo |
|
 |
[metalremains] Administrador


Mensagens: 24815 Localização: Campinas-SP
|
|
Hm, interessante. Vou postar algo que eu achei interessante e que recebi por e-mail, só que o artigo original tá em inglês:
"Caminhar até as lojas destrói mais o ambiente do que ir de carro":
http://www.timesonline.co.uk/tol/news/uk/science/article2195538.ece
Resumo chupinhado do blog O Indivíduo:
* Ir de carro ao supermercado é mais amigo do ambiente que ir a pé;
* Consumir carne biológica é mais poluente que carne não biológica;
* As fraldas descartáveis são mais amigas do ambiente que as fraldas tradicionais;
* É preferível a um camponês andar de Land Rover que andar de comboio, no que toca ao ambiente;
* Os sacos de plástico são mais ecológicos que os sacos de papel;
* Duas embalagens de legumes importados (ex: do Brasil), consumiram tanto carbono no seu transporte como o poupado por uma lâmpada económica durante o ano inteiro;
* O metano produzido pelas árvores ultrapassa os benefícios destas em termos do carbono que consomem.
E no artigo ele explica os porques disso. _________________

Editado pela última vez por [metalremains] em Qua Ago 29, 2007 1:50 pm, num total de 1 vez |
|
| Voltar ao Topo |
|
 |
Wilsoon Whiplash


Mensagens: 10269
|
|
Esse artigo deve ser bem interessante. Em breve vou conseguir ler. _________________
 |
|
| Voltar ao Topo |
|
 |
Will Whiplash


Insane people talking...
Mensagens: 6002 Localização: Maringá - PR
|
|
Legal a idéia do tópico... Depois eu leio com mais calma  _________________
 |
|
| Voltar ao Topo |
|
 |
PH Whiplash


MAIOR DE TODOS
Mensagens: 18642
|
|
Bruno, porque não posta aí o link direto pros artigos do Levitt? Eu não posto porque perdi o link
Assim que pegar o hábito de ler artigos na internet, começo a contribuir com o tópico. _________________ "Deus perdoa, Borges não."
Rogério Ceni |
|
| Voltar ao Topo |
|
 |
Metal Up Your Ass Whiplash


FIXXXER
Mensagens: 14454 Localização: Beagalo / MG
|
|
Ler artigos não é o meu forte, leio raramente, mas quando recebo por e-mails e for algo que chame minha atenção.
Quem sabe aqui, leio alguns interessantes. _________________
 |
|
| Voltar ao Topo |
|
 |
Wilsoon Whiplash


Mensagens: 10269
|
|
| PH escreveu: |
Bruno, porque não posta aí o link direto pros artigos do Levitt? Eu não posto porque perdi o link |
Mas eu postei. Clica lá no "Fonte: Freakonomics" |
|
| Voltar ao Topo |
|
 |
Megadave Moderador


Li Xiao Long lives
Mensagens: 18717 Localização: Beijing - China
|
|
Se eu postar um artigo que escrevi sobre "Barreiras Linguísticas'' alguém vai ler?  _________________
" There are no such things as limits to growth, because there are no limits on the human capacity for intelligence, imagination and wonder. " |
|
| Voltar ao Topo |
|
 |
The Unnamed User Whiplash


A Sense Of Purpose
Mensagens: 11020 Localização: Serra Gaúcha - Colonia, porco dio!
|
|
| Megadave escreveu: |
Se eu postar um artigo que escrevi sobre "Barreiras Linguísticas'' alguém vai ler?  |
Se não for muuuuito grande, eu leio. _________________
 |
|
| Voltar ao Topo |
|
 |
Megadave Moderador


Li Xiao Long lives
Mensagens: 18717 Localização: Beijing - China
|
|
| The Unnamed User escreveu: |
| Se não for muuuuito grande, eu leio. |
É grande . Ah vou postar, quem quiser ler tá aí e se alguém ler poste a opinião por favor.
Eu fiz esse artigo fazem uns 2 meses pra faculdade:
AS BARREIRAS LINGUÍSTICAS
Henrique Campolina
A função da linguagem na sociedade é promover a comunicação e entendimento entre os seres humanos seja através da linguagem falada ou escrita. A barreira lingüística se faz presente no momento em que é necessária a comunicação entre dois grupos que apresentam linguagens distintas. Em meio a uma situação onde não existe uma linguagem comum, a comunicação acaba por se limitar a meios rudimentares, como gestos e outras formas de linguagem não verbal, ou no uso de uma língua que os falantes não dominam. Assim, o panorama atual da comunicação apresenta um notável contraste: de um lado, a virtual extinção das barreiras geográficas com o desenvolvimento da tecnologia e a vivência da globalização. Por outro lado, no entanto o mundo ainda faz jus à alegoria da “Torre de Babel” no que se refere ao entendimento lingüístico.
No contexto mundial essa barreira se faz cada dia mais presente, já que à medida que as relações internacionais se estreitam surge uma necessidade dos países se comunicarem entre si de diversas formas. Estabelecimento de acordos políticos, necessidades comuns, organizações que atuam como mediadoras de relações entre os países, tudo se complica ao que a falta de uma compreensão lingüista se faz presente. E se torna necessário o uso de tradutores e intérpretes para que essa falta de comunicação seja de forma temporária resolvida.
Hegemonia da língua Inglesa?
Até que ponto a língua inglesa consegue abranger o globo? Nada que consiga ultrapassar qualquer tipo de barreira lingüística entre nações, que em grande parte das vezes tem seu povo criado em meio a linguagens completamente diferentes. O fato de que a língua inglesa é falada em grande parte do mundo é verdadeiro, no entanto dizer que só com ela é possível quebrar qualquer tipo de barreira é cometer um grande erro. A necessidade à qual grande parte da população mundial é submetida – aprender a língua inglesa – é custosa e frequentemente ineficaz, sendo muito raro que um falante não nativo do inglês se comunique com igualdade frente a um nativo. E o aprendizado ineficaz acaba por comprometer a comunicação feita através da língua, que é dita por muitos, como a língua do mundo.
No trabalho em organizações internacionais, um especialista americano ou inglês que é recrutado para fazer trabalhos técnicos, será o melhor no seu campo. Se ele é Tcheco, Finlandês ou Brasileiro, ele tem de ser tanto um especialista em sua função, como ser talentoso no aprendizado de línguas, sendo capaz de utilizar uma língua estrangeira em um grande nível técnico que não está ao alcance de todos. Um candidato que é muito mais competente, criativo, e com um maior potencial para resolver o tipo de problemas para qual seu conhecimento e experiência são requeridos, será eliminado simplesmente pelo fato de ser ruim em línguas. Isso é injusto e contraproducente. É um dos efeitos perversos do uso da língua inglesa como a linguagem mundial. Poderíamos chamar esse fenômeno de desigualdade lingüística.
A língua seleciona pessoas. Assim como seleciona o que elas assistem e lêem. “Cultura” representa o segundo item na lista de exportações americanas, nenhum país exporta tanta “cultura”. Atualmente, isso inclui a maioria dos filmes de TV. O resultado é que uma única cultura, a anglo-saxônica, especialmente em sua variação americana, tem em todo mundo um impacto que não é proporcional a sua qualidade, simplesmente pela atual estrutura internacional das línguas. Isso introduz mudanças na mentalidade das pessoas, mudanças que não são bem vindas. Filmes que mostram a violência vencer o diálogo e o respeito acabam refletindo um pensamento mais agressivo na sociedade. E a diversidade cultural é completamente esquecida graças aos valores de uma única cultura que são sempre destacados nesses meios.
Tradução e Interpretação:
“Um tratamento efetivo de controle de Malária custaria apenas $800.000 por ano.”. Diz um doutor francês lutando pela doença no Laos. “Mas não existe dinheiro pra financiar as operações. Simplesmente não existe dinheiro. Dinheiro pra pagar os empregados, dinheiro pra comprar os equipamentos, ou comprar gás.”. Por outro lado a Assembléia Mundial de Saúde acha conveniente gastar $5.000.000 por ano, para que 2 línguas sejam adicionadas às línguas já usadas pela organização, algo que só traz custos e complicações para a mesma. Para salvar uma criança da desnutrição são necessários apenas $10 por ano. Esse é o custo de uma frase de 7 palavras em um documento traduzido nas Nações Unidas, que traduz muitos milhões de palavras por ano. A União Européia traduz 3.150.000 palavras por dia, num custo de aproximadamente $0,36 a palavra, dados estes que o autor Claude Piron faz questão de destacar em seu livro “Translation In International Organizations”.
Tradução e interpretação são operações improdutivas. A ONU trabalhava melhor e em custos bem mais baixos quando usava apenas o Inglês e o Francês. Complementando, a adição de novas linguagens tem sido inútil para grande parte dos governos: um Húngaro, um Japonês e um Etíope ainda precisam usar uma língua estrangeira para fazer parte das discussões ou negociações, assim como eles faziam nos anos 50. A falta de disponibilidade de recursos financeiros para muitas necessidades sociais, educacionais e ambientais e a disponibilidade destes para serviços de linguagem, apontam para uma aproximação de um problema mundial que é tanto irracional quanto antiético. Prioridades devem ser revisadas.
A vida internacional implica no trabalho em muitas organizações do mundo ou organizações regionais que fazem muitas traduções. Em todos os lugares, a tradução é feita em dois estágios:
O tradutor prepara um primeiro rascunho que vai para um funcionário que faz a revisão, este corrige e melhora o texto o mandando para um digitador que produz o documento final ou uma transcrição que será impressa. Esse procedimento envolve um extensivo uso de papel. Uma instituição com 11 linguagens, como a União Européia, usa pelo menos 22 duas vezes mais papel do que uma organização com uma linguagem, já que cada página deve ser traduzida do original em 10 linguagens, e digitada no mínimo duas vezes.
Na União Européia, a equipe empregada graças ao sistema multi-linguístico soma 7000 pessoas (tradutores, intérpretes, secretárias, digitadores, mensageiros, e equipe adicional na parte administrativa e social do serviço). Essa grande comunidade necessita de grande trabalho de suporte: essas pessoas usam elevadores, telefones, escritórios que devem ser limpos e organizados. Em uma pequena cidade de 7.000 habitantes, as pessoas são responsáveis pela manutenção de suas casas, a limpeza de suas premissas, o ar condicionado, uso do fax ou telefone e do consumo de eletricidade. Mas não é assim na comunidade lingüística da ONU: os gastos são pagos pelos pagadores de impostos. Quantos hectares de florestas essa consumação improdutiva de papel não representa? Qual é o custo da energia usada por essa comunidade burocrática? Não existem respostas para essas perguntas. Documentos oficiais relacionados a custos de linguagem são sempre restritos a custos diretos. Custos indiretos são simplesmente ignorados.
A tradução ainda envolve a distorção da informação, o que ocorre em muitos momentos onde uma tradução feita de forma errada muda o sentido de algo dito/escrito e acaba por dar um sentido diferente do intencionado. Segundo o livro “Des mots, des mots.” o bombardeio de Hiroshima foi provocado por um erro de tradução. Trata-se do verbo mokusatsu pronunciado pelo primeiro ministro Japonês Suzuki diante dos jornalistas da imprensa internacional depois que seu país tomou conhecimento do ultimato dos Estados Unidos exigindo sua rendição.
(Os jornalistas interpretaram a palavra como significando que o ministro japonês se detinha num silêncio de desprezo.). Suzuki, por sua vez, simplesmente quis dizer que tomava nota da ameaça e se reservava o tempo da reflexão. Breve, os aparatos de teletexto repercutiram ao redor de todo o mundo a versão de desprezo, e os norte-americanos furiosos jogaram sobre Hiroshima a primeira bomba atômica da história.
O Esperanto:
O Esperanto é uma língua criada para facilitar a comunicação entre os povos do mundo inteiro. Seu iniciador, Ludwik Lejzer Zamenhof, oftalmologista e filólogo, publicou a versão inicial do idioma em 1887 com a intenção de criar uma língua de muito fácil aprendizagem, que servisse como língua franca internacional, para toda a população mundial (e não, como muitos supõem, para substituir todas as línguas existentes).
Embora nenhum estado-nação tenha adotado a língua, segundo estimativas, ela tem fluído uso contínuo por uma comunidade de 1,5 a 2 milhões de falantes em níveis avançados. Mais de cem anos de utilização prática fizeram do Esperanto uma língua viva, capaz de exprimir qualquer nuance do pensamento humano. Ela é internacional e neutra porque pertence a todos os povos e proporciona a comunicação entre pessoas de todo o mundo, sem qualquer tendência de hegemonia cultural, política, religiosa e econômica. Uma alternativa usada por falantes de todo o mundo para romper as barreiras lingüísticas.
Conclusão:
Em um mundo globalizado que se desenvolve mais a cada dia, o problema de comunicação ainda é de grande relevância em uma sociedade que tem uma grande diversidade de culturas e em decorrência delas uma grande diversidade de línguas. Estas enquanto meio eficaz de comunicação acabam por se tornar ineficientes diante de barreiras lingüísticas, que provocam desde a manipulação de opinião, até a exclusão social, cultural e a difusão de valores culturais agregados a uma língua que é considerada como a língua do mundo.
Para que a sociedade mundial seja organizada e a ela seja dado o aspecto humano, é impossível deixar de lidar com a comunicação lingüística, já que ela tem uma função crucial na transmissão da expressão do ser humano. Pensar é ligado de forma bem próxima à língua. Se você aprende uma língua que é livre, seu pensamento se torna livre. E a partir do momento que as pessoas se prendem a línguas como o inglês ou qualquer outra língua nacional, fica complicado emitir um olhar global a respeito de aspectos culturais e sociais. Pois esse olhar vai estar sempre condicionado a formação da sua língua, sua gramática, e suas referências culturais.
Mas como é possível resolver os problemas de barreiras lingüísticas? Através principalmente da mudança de mentalidade em organizações mundiais, e nas pessoas que já estão acostumadas a conviver com uma língua que sempre domina a televisão, os jornais, a internet, a música... Existem tantas línguas além da língua inglesa, e todas completamente capazes de ultrapassarem o desempenho meramente de funções de comunicação, então qual é a razão que justifica a desvalorização dessas línguas? São pouco expostas? Pouco faladas? Isso acontece justamente porque muitas vezes as pessoas dão mais valor á línguas estrangeiras, do que a sua língua pátria.
Referências:
1. Claude Piron, “O desafio das línguas”.
2. Richard E. Wood, "A voluntary non-ethnic, non-territorial speech community" in Mackey, W. F. and Ornstein, J., ed., Sociolinguistic Studies in Language Contact (The Hague, Paris and New York: Mouton, 1979),
3. Fettes, "Europe's Babylon: Towards a single European Language?"
4. Claude Piron and Humphrey Tonkin, “Translation in international organizations”
 _________________
" There are no such things as limits to growth, because there are no limits on the human capacity for intelligence, imagination and wonder. "
Editado pela última vez por Megadave em Sex Ago 31, 2007 1:09 am, num total de 4 vezes |
|
| Voltar ao Topo |
|
 |
Maragato Whiplash


Mensagens: 8485
|
|
| Megadave escreveu: |
Se eu postar um artigo que escrevi sobre "Barreiras Linguísticas'' alguém vai ler?  |
Para de te fresquear e posta duma vez isso ae.  |
|
| Voltar ao Topo |
|
 |
Megadave Moderador


Li Xiao Long lives
Mensagens: 18717 Localização: Beijing - China
|
|
| Maragato escreveu: |
Para de te fresquear e posta duma vez isso ae.  |
Olha o post acima do seu.
Eu postei e o tópico deu pau, aí o doug arrumou. _________________
" There are no such things as limits to growth, because there are no limits on the human capacity for intelligence, imagination and wonder. " |
|
| Voltar ao Topo |
|
 |
Marvin Master Of Puppets


Mensagens: 2720 Localização: Porto Alegre - RS
|
|
“If you walked instead, it would use about 180 calories. You’d need about 100g of beef to replace those calories, resulting in 3.6kg of emissions, or four times as much as driving.
Bom, nao li o artigo inteiro, mas de qualquer forma, para mim só prova como não existe informação segura no mundo. Com dinheiro, qualquer pessoa pode provar o que quiser, aposto que as pesquisas desse cara foram financiadas por montadoras de carro e outras indústrias.
No caso, eu sou vegetariano. Para mim essa conta já não quer dizer nada. Qualquer variação na alimentação faz essa conta dos gases variar. _________________
Nao entre em panico. |
|
| Voltar ao Topo |
|
 |
Maragato Whiplash


Mensagens: 8485
|
|
Então Rique, li o texto.
Achei excelente, pero, achei que a solução proposta no final talvez não seja a mais adequada.
Porque se cada um valorizar mais a sua própria língua ou se expormos mais outras línguas, além do inglês ao mundo, o problema se agravaria. Já pensou se cada pessoa decide que vai falar apenas a língua de sua nacionalidade? Não acha que isso dificultaria a comunicação? Talvez eu não tenha entendido bem o que tu quis dizer ali.
Acho que o inglês é cada dia mais popular, e de certa forma é uma língua fácil. |
|
| Voltar ao Topo |
|
 |
|
|
Enviar Mensagens Novas: Proibido. Responder Tópicos Proibido Editar Mensagens: Proibido. Excluir Mensagens: Proibido. Votar em Enquetes: Proibido. Você não pode anexar arquivos neste fórum Você não pode baixar arquivos neste fórum
|
|
|